A Corrente do Bem

E a vida as vezes pode ser assim.

Simples como uma florzinha que nasce no meio do nada, fluida como um rio sossegado, mágica como um arco-íris que surge majestoso num céu cinzento que acabou de chover.
A gente não tem mesmo nenhum controle sobre nada. Mesmo achando que tem, a vida segue provando que não. E que as coisas são como devem ser.

Depois que publiquei a história sobre o meu querido “enfermeiro das bananadas”, entreguei a coisa ao universo e segui. Devagarinho fui acompanhando no Instagram que as pessoas tinham gostado da história e que algumas estavam até ajudando. Mas emocionada mesmo eu fiquei quando o próprio Thomaz respondeu nos meus comentários. Para mim ele já é um cara famoso que, imagina, falou comigo na minha própria página. Que delícia.

Ele foi um fofo dizendo que tinha se emocionado com o que escrevi, mas o que eu queria mesmo é que ele nunca deixasse de acreditar nessa força cósmica que ele tem.

Mas o Universo, ou Deus, ou o Grande Espírito como eu gosto de chamar, já estava arquitetando mais coisas para gente viver.

Então no domingo seguinte recebi uma mensagem pelo WhatsApp. Era a minha amiga Janine, dizendo que tinha ficado muito tocada com a minha história e tinha resolvido mandar no privado para alguns amigos que ela achava que poderiam ajudar o Thomaz.

Qual não foi a minha emoção quando ela me contou que uma de suas melhores amigas que mora no Canadá tinha sentido um impulso de ligar para o Thomaz e saber mais sobre a história dele. E que pelo telefone, encantada com sua energia e forma de falar, resolveu junto ao marido, pagar todo o restante do curso de enfermagem do Thomaz até que ele se forme.

Gente. Para tudo. Para tudo que eu tive um treco de emoção quando soube disso. E fiquei tentando imaginar o que o Thomaz tinha sentido também.

No dia seguinte liguei para Bianca no Canadá e ficamos horas no telefone. Ela me contou do que sentiu ao falar com ele e que algo de muito humano e simples vinha daquele ser. Ela me contou que quando ofereceu de depositar a quantia inteira na conta dele, ele se negou.

– Será que eu posso mandar os boletos para senhora? Eu prefiro.

Ela respondeu que sim, que não teria problema algum.

Thomaz foi honesto com ele mesmo. Sabia que poderia precisar daquele dinheiro para trezentas outras coisas, resolveu não arriscar.

Honestidade. Inteireza. Verdade. Tudo que o nosso Brasil precisa.

Ontem descobri que ele trocou o nome dele no Instagram de Thomaz para “Enfermeiro das Bananadas”. O apelido que eu dei para ele gente! Tem coisa mais linda?

Thomaz, agora só falta você aparecer no Caldeirão do Huck! Você me leva junto? Também tô precisando de ajuda para encontrar uma editora que publique meus livros! Hahahaha
Agradeço tanto isso que estamos vivendo.

À vida que por vezes pode ser tão generosa. Ao Thomaz por me ajudar a resgatar a fé no invisível, aos meus amigos que ajudaram, à Janine, à Bianca e o marido, ao mundo.

A vida as vezes pode ser assim.

Simples e divina como o amor que a gente aos pouquinhos vê se multiplicar em pequenas e definitivas ações.

O que achou?